terça-feira, 9 de dezembro de 2008

O sentimento!!

Você me tomou de uma tal maneira,
Que todos os dias fico me lembrando do que vivemos juntos.
Uma paixão intensa, onde nada e ninguém podem nos separar!
Um sentimento mais forte que nós mesmos!
Onde tomou conta de todo o nosso ser!
Um sentimento indestrutível!

By Jéssica Bahiense



domingo, 7 de dezembro de 2008

Blog de Diogo: sábado, 30 de agosto de 2008
por Diogo Gama Caetano (30/8/2008)
Cenários de um Vício (Versão Final)

Corria como ninguém quando ouvi um estampido que encheu minha cabeça de incertezas. Naquele momento, não sabia o que havia acontecido. Só sabia que, de uma hora para outra e sem aparente motivo, minhas forças iam se dissipando rapidamente, fazendo meu corpo ir de encontro ao cimento áspero que encapava o chão da calçada. Caí no chão e percebi uma forte dor nascendo em minhas costas. Enquanto estava estatelado de bruços, comecei a perceber que dali não sairia. O que fiz de errado? Tentava perceber, mas os sentidos me fugiam, prejudicando minha percepção. De repente, um filme começou a passar rápido em meus olhos. Fechei-os com medo e, quando abri outra vez, vi que estava deitado na areia. Levantei, me sentindo bem melhor, e me concentrei em descobrir onde tinha ido parar e como. Dei-me conta de que, estranhamente, meu corpo não fazia parte daquela cena. Ninguém conseguia me ver, tocar, ouvir, ou qualquer coisa que pudesse dar um sinal da minha existência. Procurei me situar e descobri onde estava. Parecia estranho, mas voltei dois anos no tempo.
Era o réveillon do ano 2000. Olhei para o lado e vi algo impressionante. Aproximei-me para ver se aquilo era uma miragem, mas não era. Estava, naquele instante, olhando nos olhos de um clone perfeito de mim mesmo. Como pode? Era eu, logo ali! Conseguia me ver em uma imagem mais clara do que a que um espelho poderia me dar. Estava com uma aparência ótima e um sorriso no rosto que só se definia como pura felicidade. Um sorriso que eu já não dava há tempos. Não acreditava no que via, mas ao mesmo tempo, começava a entender o que estava acontecendo. Estava assistindo a um filme, e parece que eu era o personagem principal.
De repente, a multidão se juntou em um coro: Uma contagem regressiva que introduzia não apenas um novo ano, mas um novo século. Depois de dez segundos, estouros e clarões tomaram conta da cena. A praia de Copacabana se iluminou em uma das mais belas cenas que já presenciei. Vi-me abraçando amigos, colegas, parentes, conhecidos e desconhecidos. Vi a alegria tomando conta do lugar. Vi meus olhos brilhando enquanto vislumbrava o céu manchado de vermelho, verde e azul. Vi também um de meus amigos me oferecendo um cigarro com aspecto bem caseiro. Quem dera não tivesse pegado.
De repente, a cena ficou turva. O cenário todo começou a rodopiar rápido durante uns segundos, até que aquele carrossel de vultos foi se dissipando e ficando estático em um novo lugar.
Estava em meu apartamento na Lapa. Olhei um calendário pendurado na parede descobri a data do dia em questão: 21 de outubro de 2001. Andei pela casa em busca de algo que nem eu sabia o que era. E acho que encontrei. Chegando ao quarto, me deparei comigo mesmo deitado na cama. Mas aquele não era eu. Tinha uma expressão vaga no rosto e parecia “desligado”. Vi meus olhos vermelhos sobressaídos em um rosto pálido, que em conjunto com um corpo mole compunham um individuo com aspectos senão assustadores, trágicos. Quem diria que era assim que eu ficava depois de inalar aquele pó cujos restos jaziam na cômoda ao lado da cama.
A cena se foi de novo, mas não trocou de lugar. Apenas acelerou para o que parecia ser mais ou menos um mês depois do que tinha acabado de ver. Estava me vendo novamente na cama, mas a cena era totalmente diferente. A tranqüilidade mórbida que tinha visto em mim não existia mais. Estava agitado, suava em bicas e não conseguia ficar parado. De vez em quando, deitava na cama e se contorcia como se estivesse sentindo dor. Sentava, levava as mãos à cabeça, se afundava nos joelhos e urrava de desespero. Eu me olhava naquela condição e lágrimas vieram aos meus olhos. Sabia por que era aquilo. No começo, uma pequena dose faz seu trabalho, mas com o tempo elas têm de aumentar. E quando não existe dose nenhuma, a coisa fica feia. Era assim que eu ficava quando a abstinência batia. Sabia o que era sentir aquilo, mas não sabia o que era ver alguém sentindo aquilo. E sinceramente, o sofrimento nos dois casos é o mesmo. Ainda mais se você estiver vendo você mesmo.
Mais uma vez, a cena se dissipou. Meu apartamento na Lapa se desmontou como num passe de mágica e se montou de novo formando uma casa da qual tinha lembranças antigas, mas perfeitas. Precisava ver uma coisa, por isso corri rápido pelo caminho que havia decorado quando criança. Passei por uma porta entreaberta e lá estava minha mãe. Tinha morrido há apenas dois meses, mas parecia tanto tempo. Como estava grato de poder olhar para ela naquele momento. Estava deitada em sua cama, e mesmo dormindo, me passava uma segurança que só o amor de mãe consegue transmitir. Sabia que ela não iria sentir, mas não pude deixar de lhe dar um beijo. Um beijo que ela não receberia, mas que teria dado. Um beijo que não era para ela, mas para mim. De repente, vi um vulto passando pela porta e corri para ver o que acontecia no corredor da casa. Deparei-me comigo mesmo andando sorrateiramente. Parecia que não queria despertar atenção. E realmente não queria. Vi-me indo para a cozinha e abrindo um armário, de onde saiu um pote de biscoitos. E de dentro do pote de biscoitos, saiu um enrolado de notas presas por um elástico. Eram as economias de mamãe. Não pude deixar de sentir raiva de mim mesmo. Como pude fazer aquilo? Fechei minhas mãos com força e liberei toda a raiva que sentia em um soco no meu eu mal. Um soco com todo ódio e culpa que juntei durante toda a minha vida. Que pena que aquele soco só serviu para causar um borrão na cena, que me sugou para dentro de outra.
Estava em um cenário mais recente. Eram 3 horas da tarde de uma terça- feira, 17 de setembro de 2002. Estava em pé dentro de um ônibus que passava pela avenida Brasil. Olhei para os bancos do fundo do ônibus e me vi sentado onde já esperava que estivesse. Gostaria de ter cancelado as cenas que se seguiram. Vi-me levantando e seguindo para frente do ônibus sem que pudesse fazer qualquer coisa para impedir. Tirei uma arma do bolso e anunciei um assalto. Estava suando e o medo era evidente nas minhas feições. Enquanto via aquilo, não queria acreditar que aquele monstro era eu mesmo. Pensar que eu fiz tudo aquilo, apenas para alimentar o meu vício. Eu estava prejudicando as outras pessoas apenas para me satisfazer com mais drogas. O que foi que eu me tornei? Só consegui parar e ficar assistindo aquele monstro, que infelizmente era eu, fazer a maior burrada de sua vida. E de novo. Depois de levar tudo o que conseguia dos passageiros, me vi descendo do ônibus. Saí logo em seguida e persegui aquele homem desprezível.Enquanto corria em um rumo repetitivo, apenas seguindo meu eu, consegui descobrir o que foi aquele barulho. Um dos passageiros estava armado. Quando desci do ônibus, ele esperou um pouco e veio atrás de mim. Nervoso do jeito que estava não consegui ver o destino fechando o cerco contra mim. O homem esperou chegar perto, empunhou a arma e mirou em mim. Quando puxou o gatilho, pisquei. Ao abrir meus olhos, percebi que tinha voltado ao meu corpo apenas para tomar aquele tiro de novo. Corria como ninguém quando ouvi o estampido. Agora sabia, e com detalhes, o que tinha acontecido. Senti novamente minhas forças se esvaindo rapidamente, fazendo meu corpo ir de encontro ao chão. Sentia uma forte dor nas costas, onde a bala me acertou, e tive a certeza que dali não ia sair. Agora sabia onde tinha errado. Tinha errado dois anos atrás, quando experimentei um simples baseado.
OBS: Esse foi um dos textos do livro da galera blogueira "Muitas vezes Rio". Um dos textos que mais me chamou a atenção por tratar de um assunto tão real, tão comum nos dias de hoje que nem paramos para pensar no lado de quem está passando pela determinada situação.
Uma obra de gente grande, mas o DIOGO GAMA tem apenas 16 anos de idade e tem um futuro enormemente brilhante, realmente uma honra muito grande de ter um conto publicado num livro onde existem pessoas muito, mas muito inteligentes mesmo!
Muito obrigado galera!

quarta-feira, 15 de outubro de 2008

A descoberta de um amor.



Minha amada Ariana é a coisa mais linda que eu já vi, não sei se é porque eu, Rodrigo estou na “fase do amor” aos dezesseis anos... Mas quando a vi pela primeira vez no início de 2006 na casa do meu primo Fernando na Penha, foi como se eu tivesse visto uma deusa. Minha tia disse que eu estou apaixonado, mas eu não sei, acho que é só uma coisa passageira. Estava uma vez conversando com o meu primo:
-Poxa Fernando, como você conheceu a Ariana, ela é uma coisa linda, não sei explicar o que eu senti quando eu a vi naquele dia lá na sua casa.
-Olha Rodrigo, a Ariana é uma pessoa muito legal, eu a conheci na escola, ela estuda comigo.
-Fiquei encantado, sinceramente eu não sei o que aconteceu comigo.
-Eu sei. Você está caidinho por ela.
-Já eu não sei, acho que é uma coisa passageira... Não sei explicar direito.
Meu primo também não entendeu muito bem o que eu estava sentindo, vai ver foi porque eu não consegui explicar, seria tão fácil se as pessoas nos entendessem sem que fizéssemos tanto esforço para explicar, uma troca de pensamentos. Acredito que o mundo não estaria como está hoje, acredito que os políticos entenderiam melhor a população que necessita deles para conseguir se achar no meio da sociedade.
Foi assim comigo, se meu primo me entendesse talvez ele pudesse me ajudar a encontrar o meu amor novamente. Olha, já estou a chamando-a de meu amor, nem sei se a amo de verdade, confesso que estou confuso, minha cabeça depois que eu vi Mariana não continuou muito certa como de costume. Outro dia estava até pensando em estudar no mesmo colégio que meu primo. Ele estuda no Eurico Dutra bem pertinho da casa da minha avó, acho que se eu estudasse lá eu poderia fazer duas coisas ao mesmo tempo: ficar com a minha avó que eu tanto amo e também mais perto de minha amada, não sei se devo chamá-la de amada até descobrir se eu a amo de verdade, mas até nisso estou confuso, como vou chamá-la? Ela mudou o meu interior. Já sei, vou chamá-la de “enigma”, mas também não sei se enigma é um nome bom para eu chamá-la... Ai, o que eu faço? Preciso saber se isso é amor ou coisa do acaso. Será que eu terei coragem de falar com ela quando tiver uma oportunidade?
Nossa às vezes eu me pergunto, por que eu me faço tantas perguntas assim? Por que eu não tomo uma atitude? Por que ao invés de perguntar eu não vou agir? Acho que é isso que eu vou fazer, não vou continuar aqui dentro do meu quarto só pensando no que fazer, vou agir, vou tomar a atitude que eu não tinha coragem de tomar, acredito que o máximo que pode acontecer é que ela pode negar e/ou não me dar a mínima por não me conhecer. Não acho que exista a possibilidade de ela me humilhar, até porque eu não darei motivos para isso.
Também não acho que tenha necessidade de eu mudar para a casa da minha avó apenas para encontrar com a minha deusa, ou o meu amor, ou a pessoa especial, ou o enigma... Tanto faz. O que importa é que eu preciso descobrir se eu realmente a amo. Mas eu esqueci uma coisa, como vou fazer para descobrir isso? Nossa mais uma pergunta... Tem hora que nem eu mesmo me suporto.
Meu primo me disse que ela não tem namorado - Nossa que bom! - Quando ele me contou senti meu coração pular dentro do peito, foi uma sensação muito boa, mas uma coisa ainda me perturbava, como e onde eu ia falar com ela? O que eu ia falar para ela? As perguntas vêm como um trovão, não consigo controlar...
Até que enfim consegui descobrir onde mora a minha deusa, ali pertinho do Eurico Dutra, colégio onde estuda, num bairro chamado Olaria, acho que eu sei onde é porque uma vez eu fui lá numa feirinha com a minha avó, não é muito longe, dá pra ir a pé da casa da minha avó. Qualquer dia desses eu vou passar um final de semana lá na casa dela só para poder visitar aquela feirinha novamente e ver se consigo descobrir onde a minha deusa mora.
Vou fazer isso o mais rápido possível, ou melhor, meu primo deve saber onde ela mora, não vou perder tempo procurando, com certeza ele sabe, tenho que falar com ele, quem sabe ele não pode me ajudar.
-Alô!
-Oi. Fernando?
-Sim. É o Rodrigo?
-Claro cara sou eu, liguei porque eu estou precisando muito da sua ajuda.
-Pode falar, se eu puder te ajudar eu ajudarei.
-Vou ser direto. Estou interessado na Ariana. – Na verdade eu ainda não sabia se estava realmente interessado nela. – Você sabe onde ela mora?
- Sim. Sei sim, é perto daqui.
-E... Você sabe bem onde fica a casa dela?
-Sei, outro dia fizemos um trabalho da escola lá na casa Dela.
-E você pode me levar até lá e me apresentar a ela?
Quando desliguei o telefone me senti como se tivesse tirado metade de um grande peso de minhas costas, pois meu primo vai me ajudar bastante me levando até a casa dela.
O Fernando nunca foi tão chegado a mim, nos aproximamos mais quando fizemos uma viagem juntos a Maricá, viagem essa que foi um pouco forçada, justamente porque eu não gostava dele e nem ele de mim, então não queríamos nos aproximar, pois sabíamos que ia dar choque. Mas fomos: eu, ele, a família dele e a minha também. Quando chegamos lá já começamos a discutir para saber quem ia ficar com a melhor cama. Parecíamos crianças, até que como dizia a minha avó “com o tempo e uma boa conversa resolvemos tudo”, foi exatamente assim que aconteceu. Depois de um tempo começamos a conversar como quem não queria nada... E depois daquela conversa nos damos bem até hoje, só não me lembro muito bem o que conversamos para nos tornar tão amigos, é que faz algum tempo já, fizemos essa viagem em 2004. Por isso amo muito a minha avó, eu ganhava vários conselhos constritivos dela, se eu não seguisse esse conselho, hoje eu não seria tão amigo do meu primo e ele não me ajudaria a conquistar a minha amada.
Agora sim eu posso chamá-la de amada, de minha deusa, de tudo de bom, pois esse sentimento não quis ir embora, ele durou dentro de mim, e me fez descobrir um amor verdadeiro. Mas será que esse amor vai ser correspondido quando eu contar o amor que sinto? Não posso mais ligar para as perguntas que me faço, pois acho que elas não me ajudam muito.
Estava conversando com a minha mãe e ela me deixou passar o próximo final de semana com a minha avó, acho que vai ser legal para eu ir até a casa da Ariana com o meu primo, ainda não contei para a minha mãe sobre o meu sentimento, é porque eu sei que eu não vou conseguir assim tão rápido, nem sei se vou conseguir o que quero então eu prefiro contar só quando já estiver concretizado. Tive que pedir minha mãe para ficar na minha avó, pois ela diz que enquanto eu morar debaixo do mesmo teto que ela, eu terei que obedecer às ordens que ela impor.
Moro com minha mãe em Bonsucesso, mas confesso que eu não gosto daqui, gostaria de morar perto de tudo, esse “tudo” que eu digo, é estar perto de meus amigos, minha família, de todos que eu gosto. Quando eu falo com ela, que eu não gosto desse lugar sai até briga, por isso não gosto muito de comentar sobre esse assunto, sei que um dia vou sair daqui, e se eu for morar com a minha amada eu vou ficar mais feliz ainda, nossa será que estou sendo precipitado demais? Essa não é uma pergunta inconveniente, é para se pensar, só tenho dezesseis anos de idade na mente, não posso pensar ainda em casamento, em morar junto... Eu gosto de me policiar sobre esses assuntos, eu me acho mais ajuizado quando não penso nisso, gosto das coisas no seu tempo.
Quando essa angústia vai acabar? Quando eu vou saber o final de minha própria história? Nossa estou começando a me interessar nas minhas próprias perguntas, elas estão me deixando cada vez mais curioso para saber o resultado, agora isso me fez lembrar os livros do Dan Brown, eles é que prendem o leitor até o final com tanto mistério. Acho que não estou com essa bola toda para comparar as minhas perguntas com os livros de um escritor americano tão famoso e conceituado, acho que foi mesmo empolgação, mas é que as minhas perguntas nunca me interessaram tanto quanto antes.
Daqui a dois meses vou fazer dezessete anos, é... Está chegando 16 de Março de 2006, o que será que eu vou ganhar de presente de meus parentes e amigos? Minha amada poderia me dar como presente o seu amor, ficaria satisfeito.
Estou indo para a casa da minha avó agora, esse final de semana será especial, eu darei um passo importante no meu “futuro relacionamento”, meu primo terá que me ajudar, assim que eu chegar à casa da minha querida avó Rosa que tem 76 anos eu vou ligar para o Fernando para saber como vamos fazer quando formos à casa da Ariana.
Ta chamando. . .
- Olá meu primo!
- Olá, como você está Rodrigo?
-Bom cara, já estou aqui na casa da minha avó. E aí, como vamos fazer para falar com a Ariana?
-Poxa, eu pensei que fosse chegar aqui com tudo planejado.
(Hum... Problemas)
-Olha vou até sua casa para conversarmos melhor.
-Ok, estou te esperando aqui!
Assim que desliguei o telefone fiquei desnorteado, achei que o meu primo tivesse alguma coisa em mente para dizer quando estivermos com Ariana. Mas pelo visto, vamos ter que bolar tudo ainda hoje quando eu chegar à casa dele, perderemos tempo pensando no que fazer, mas temos que bolar algo.
Pensamos no seguinte: ele me levará até a casa dela para convidá-la para a festa do meu aniversário, não vai ser bem uma festa, apenas um churrasco na minha casa, e meu primo disse que ela adora uma festinha, e que se eu a convidasse, ela iria mesmo sem me conhecer muito bem, mas isso é o de menos. Quando chegamos lá, meu primo quem falou com ela.
-Oi “Ari”. -Assim que ela gostava de ser chamada pelos amigos.
-Olá Fernando, que bons ventos os trazem? –Educada ela, veja como ela fala, fico até sem palavras.
-Olha Ari, esse aqui é o meu primo Rodrigo, ele está fazendo dezessete anos agora no próximo dia 16 de Março, gostaríamos muito que você fosse também para a festa. Vai ser um churrasco.
-E onde vai ser? –Dessa vez eu fiz questão de responder, para ela não pensar que eu sou mudo.
-Vai ser na minha casa lá em Bonsucesso, você pode levar seus pais, vai ser uma festa bem família mesmo.
Quando terminamos de conversar, fiquei todo bobo, como se eu estivesse falando com uma estrela internacional, nossa foi muito bom estar com a minha amada bem pertinho de mim, agora, mais do que nunca, eu tenho a certeza de que a amo de verdade, parece que o amor aumentou de tal forma que também não sei explicar. Muitas coisas que acontecem comigo, não sei explicar, não sei por quê. Vai ver as coisas são tão complicadas que nem eu mesmo consigo entendê-las, mas eu não consigo mesmo!
Agora que falta apenas uma semana para chegar o meu “niver” como dizem meus colegas de Orkut e MSN e os da escola também, meu coração parece mais bobo do que nunca, sei lá, mas essa garota mexeu tanto comigo, mexeu de tal forma que eu vou ter que corresponder. Vai ser no dia do meu niver que eu vou conseguir o que tanto quero. Conquistar a minha amada Ariana. Será mesmo?
Os preparativos da minha festa estavam sendo “uma coisa de louco”, é verdade, assim que a minha mãe estava dizendo, pois ela quem estava preparando tudo sozinha, minha mãe até me chamou uma vez de imprestável, sei que foi da boca pra fora. Eu não sei fazer compras e eu sou obrigado a concordar com ela, a minha mãe trabalha muito e durante esse tempo ela perdeu suas horas de almoço só para comprar as coisas da festa. Sabe, a minha família não é assim muito rica, mas somos estabilizados. Minha mãe Fabiane é bancária e meu pai, nossa, sinto tanto a falta dele... Não quero falar disso, mas ele deixou uma pensão muito interessante para mim e minha mãe. Como moramos apenas nós dois em nossa casa, o dinheiro dá e até sobra, mas a minha mãe não me deixa esbanjar, eu achava que ela era um pouco ruim nesse ponto, mas sei que ela faz isso para o meu bem, para eu não me tornar um adolescente mimado, um adolescente que tem tudo no final acaba sem nada, sem amigos, sem alguém para conversar, justamente porque ninguém suporta alguém insuportável, nem eu mesmo, acho que se eu ficar assim não irei suportar, acho que eu não vou ficar assim, não suportarei ficar assim, me acharei estranho e logo vou mudar, depende da criação de cada um. Minha criação foi bem a moda antiga, veja só, em pleno ano de 2006 eu sendo tratado como se estivesse vivendo nos anos 80... 90...
Pronto, agora que minha mãe já conseguiu comprar tudo para a festa, é só aguardar tudo ficar pronto, vai chegar o meu grande dia, terei a tarde inteira para conversar com a minha amada, com cautela, é claro. Faltam apenas dois dias, eu nem vou à escola amanhã de tão ansioso que estou não quero que nada dê errado, pretendo estar com tudo pronto já na véspera.
Achei melhor conversar com o meu primo antes do grande dia, tive que ligar para ele, tinha que falar com alguém já que eu não falei com a minha mãe ainda. Liguei para ele.
- Alô!
- Alô Fernando! Poxa cara precisava mesmo falar com você, amanhã é o grande dia, vai passar na casa da Ariana para trazê-la até aqui não vai? Sabe se ela vem mesmo? Ela disse alguma coisa que não vinha? Deu algum sinal de que está sem vontade de vir?
- Fica calmo, assim vai acabar passando mal de tanta ansiedade...
- Desculpa, não queria parecer afobado, mas é que eu não consigo me conter.
- Se você não se acalmar Rodrigo, amanhã vai estar mal e pode perder tudo.
Quando meu primo disse que podia perder tudo, naquela hora achei que tinha morrido, pois me senti gelado e não conseguia me mexer. Meu primo ao telefone ficou desesperado, largou o telefone e foi correndo até a minha casa ver o que estava acontecendo, mas quando ele chegou, eu já estava melhor, um pouco nervoso, mas estava melhor.
Acho que só consegui ficar melhor mesmo na hora que dormi. Claro, estava dormindo, cheguei a pensar que não queria mais acordar, pois estava com medo do que podia acontecer na minha festa, mas a minha hora ainda não tinha chegado. Acordei. Quando percebi que o que eu tinha sentido no dia anterior não era um sonho, voltei a sentir novamente, alguma coisa me embrulhava o estômago, sei lá, era estranho demais, mas dessa vez consegui me controlar, pois quando me veio à cabeça que eu podia perder tudo logo fiquei calmo, foi como uma anestesia, deitei novamente, não queria que o tempo andasse até que eu conseguisse pensar em como vou fazer para falar com a minha amada.
Pois é, minha festa estava prestes a começar e eu nem sabia como eu ia falar com a Ariana que eu a amava incondicionalmente. Isso mesmo, a minha festa estava prestes a começar bem na hora que eu acordei, porque eu acordei bem tarde, no dia anterior fui dormir por volta de 00h27min. Estava nervoso pensando e pensando...
Nossa, preciso tomar uma ducha para despertar, assim eu vou conseguir terminar os preparativos, ou melhor, os ajustes finais, já que a minha mãe quem preparou tudo com muito esforço. Tenho muito a agradecê-la por tudo que tem feito por mim nos últimos dias, porque para passar uma semana sem almoçar só comendo lanchinhos, apenas para me agradar comprando as coisas para fazer minha festa. Só classificando-a como uma guerreira, pois ela faz de tudo para me ver feliz, acredita que ela colocou uma piscina aqui em casa só para me agradar? Quando ela descobriu que eu adoro piscinas, ela mandou fazer uma, bem no meu aniversário de 15 anos.
Assim que saí do chuveiro, minha mãe veio me perguntar o que eu ia querer nesse aniversário. Eu confesso que se eu fosse falar tudo o que eu queria, ela ia acabar cancelando a festa (Risos), pois eu queria muita coisa, então eu falei apenas que gostaria muito de trocar de celular. Não queria pedir nada esse ano, pois minha mãe já faz tanta coisa para mim que... Mas eu tinha que trocar de celular, o meu estava em péssimo estado. E ela foi logo comprar, disse que ia até a casa da minha tia e voltava antes da festa começar, mas eu sei que ela foi comprar meu presente, pois ela me perguntou antes, mas fiz de conta que não sabia.
Meu primo foi o primeiro a chegar, ele veio sem a Ariana, disse que queria dar uma passada antes, e depois voltava para buscá-la, eu pensei em falar com a minha mãe para ir com o Fernando buscá-la de carro, seria mais rápido. Mas não falei nada, até porque a minha mãe não estava em casa, não ia adiantar muito.
O Fernando saiu para buscar a minha deusa e logo em seguida chegou a minha mãe com uma equipe que usava um uniforme escrito “Buffet Ana Claudia”, nem eu acreditei, mas a minha mãe contratou uma equipe para comandar os comes e bebes da minha festa. Contratou equipe de som e tudo... O que era para ser um pequeno churrasco virou um festão.
Corri para me arrumar melhor, eu veria Ariana e também com aquela produção toda para a festa, eu não poderia ficar de qualquer jeito. Todos foram avisados de que tinham que levar roupa de banho para darem um mergulho na minha maravilhosa piscina, claro que só levaram aqueles que quiseram. Começaram a chegar alguns colegas da escola, algumas amigas da minha mãe, minhas tias, tios e outros familiares, e quem eu queria que chegasse estava demorando mais do que uma eternidade. Mas como se fosse a anfitriã da festa, ela entrou maravilhosamente pelo portão. Deslumbrante. Foi sem os pais. Estava como aquelas meninas que andam na beira da praia de Copacabana, com uma blusinha bem leve, um short estampado, chinelinhos, chapéu... Meu Deus! Parece que o dia estava combinando com ela, foi uma entrada perfeita.
Assim que ela chegou, veio logo falar comigo e me trouxe um presente: um relógio, que parecia de marca, mas eu não conhecia estava escrito ROLEX, como meu tio conhece dessas coisas, depois eu pergunto a ele. Mas o que me interessava não era isso, era a minha amada, eu fiquei sem reação, mas para que ela não percebesse que eu estava babando pela presença dela, eu logo agradeci e chamei-a para um mergulho, e ela foi logo trocar de roupa para atender ao meu pedido.
Depois que percebi que ela estava mais relaxada com o ambiente, chamei-a para conversar. Meu primo logo percebeu e me fez um sinal positivo, com as mãos, para me apoiar. Eu suava frio, mas mesmo assim eu não desisti. Conversa vai, conversa vem...
-Ari, eu precisava muito falar uma coisa com você, confesso que eu não estava com coragem para colocar isso para fora.
-Diga Rodrigo, fiquei super curiosa agora.
-Bom, eu vou contar tudo desde o começo para que não haja dúvidas.
-Nossa, que suspense. Deve ser coisa boa!
-Quando eu te vi pela primeira vez na casa do meu primo, fiquei impressionado com a sua beleza que é exuberante. Mas eu não sabia o que estava sentindo, só sabia que era muito bom e que eu nunca tinha sentido aquilo por nenhuma outra garota. – E ela não falava nada durante esse tempo. Só ouvia. - Então, eu conversei com várias pessoas até descobrir aquele sentimento. Descobri. Era amor!
-Nunca pensaria que eu ouviria isso de você Rodrigo. Jamais imaginaria que pudesse sentir algo por mim.
- Nossa, mas por que está dizendo isso?
-Justamente pelo fato de eu estar sentindo a mesma coisa por você e não perceber nenhuma manifestação de sua parte, você acha que eu também não fiquei caidinha por ti no dia em que nos vimos na casa do seu primo Fernando, não falei nada por que... Nunca acreditei em amor a primeira vista. Mas acho que ele realmente existe. Também conversei com várias de minhas amigas para descobrir se o que eu estava sentindo por você também era amor. E não é que era isso mesmo?!
-Ari, não quero perder tempo. Você quer namorar comigo?
-Juro que eu me arrependeria se dissesse que não. É claro que eu quero, você despertou em mim alguma coisa muito especial.
Depois do que ela tinha acabado de me falar eu a beijei. Como esse mundo é incrível, eu estava louco para saber o que ela ia me dizer, e não é que ela também estava sentindo a mesma coisa por mim?! Como eu ia imaginar? Essas são perguntas curiosas...
Nossa, consegui. No mesmo dia do meu aniversário eu aproveitei que a minha família estava quase toda reunida e anunciei o meu namoro com o maior orgulho. Que dia especial. Todos ficaram surpresos e felizes ao mesmo tempo, inclusive minha mãe.
Depois do que me aconteceu no dia do meu aniversário, fiquei com mais perguntas na minha cabeça: por que eu não arrisquei antes? Por que ela também não veio falar comigo? Vai ver foi porque ela também é uma adolescente a moda antiga como eu, e queria que eu fosse conversar com ela, assim como fiz. Fiquei tanto tempo me torturando para saber qual seria a reação dela... Mas isso não importa mais, o que importa é que eu estou super feliz com a minha amada, e agradeço muito ao meu primo que deu a maior força.
Hoje estamos completando três meses de namoro. Sabe que desde o meu niver até hoje conversamos muito e descobrimos que temos muitas cosias em comum? Por exemplo, ela estava pensando as mesmas coisas ao meu respeito, ficava imaginando como iria me chamar. Nas nossas conversas ríamos muito...
A felicidade reina para todos, até o meu primo conseguiu arrumar uma namorada, pelo menos ele agora não vai ficar servindo de cupido para os outros. Minha mãe tirou férias e está descansando agora e eu estou ajudando-a demais para retribuir o que ela fez e faz por mim.
O que tenho a dizer a todos os que me ajudaram é uma simples frase: O amor existe, não importa se é a primeira vista, a segunda vista, a terceira vista, mas ele existe, apenas está guardado dentro de cada pessoa. Portanto coloque o seu amor para fora.


Pense:
Não tente prever qual será a reação das pessoas a partir da sua, pois poderá se surpreender.

FIM.

domingo, 7 de setembro de 2008

O AFETO VALE OURO.


Para Bryan as coisas no final de 2007 estavam perfeitas: acabara de se mudar para um apartamento de frente ao mar. Isso era tudo o que ele queria. Mas, antes de partir para o paraíso da Barra da Tijuca, ele não tinha uma vista tão bonita da janela de seu quarto. Bryan morava na favela da Vila Cruzeiro, situada na Penha. Agora você deve estar se perguntando como que um garoto pobre, que morava em uma comunidade carente foi parar na Barra da

Tijuca, a resposta é simples. Bryan e seus pais, Afonso e Rebeca, sempre sonharam com uma mudança nas suas vidas. Com uma vida melhor, sem violências. Várias pessoas, neste momento, pensariam que algum deles jogou na loteria e ganhou, mas todas essas pessoas se apostassem nessa hipótese perderiam porque essa mudança não foi bem uma sorte, foi mesmo um caso de amizade. Como assim? Pois é, a mãe de Bryan, Rebeca, não era desempregada, muito pelo contrário, ela trabalhava em uma casa de família na zona sul, aliás, não era muito bem uma casa de família, era apenas a casa de uma Senhora que morava sozinha e não tinha ninguém para ajudá-la. Rebeca era a única pessoa que ajudava Dona Maria Josefa, uma senhora de 76 anos de idade.

O pai de Bryan não trabalhava de carteira assinada, ele fazia alguns “bicos” para conseguir ajudar com as despesas de casa. Bryan era um garoto normal, ia à escola e brincava com os amigos de lá, já que não podia fazer o mesmo em casa, pois era muito arriscado...

A semana inteira passa, é chegada mais uma segunda-feira e Rebeca vai trabalhar. Como de costume, ela sempre chegava à casa de Dona Josefa por volta de 9:00h. Rebeca começa a executar as suas tarefas diárias normalmente quando percebe que Dona Josefa demora a acordar. Ela prepara o café da manhã e quando vai ao quarto da Senhora vê que ela não está respirando muito bem. Larga a bandeja no chão e corre até a cama dela. Percebe então, que ela está um pouco roxa é quando constata que Dona Josefa está Morta, fica desesperada sem saber o que fazer. – Dona Josefa Acorda! Corre para chamar os vizinhos e desaba em choro. – “Como pode isso acontecer com uma pessoa tão boa como ela?”, pergunta para os vizinhos, chorando muito. Mas eles não sabiam o que estava acontecendo direito, alguns chegaram até a desconfiar de que ela havia feito aquilo, já que só estavam as duas dentro do apartamento. Rebeca já não sabia o que fazer e depois daquele dia atribulado ela volta para casa e tenta descansar. No dia seguinte ela volta no apartamento para ver uma roupa para vestir Dona Josefa para o velório. Lá no apartamento, enquanto procurava alguma roupa apropriada, Rebeca acha uma carta dentro do armário, fica muito encucada, pois Dona Josefa não gostava muito de expressar seus sentimentos com palavras, mas sim com gestos como ela mesma dizia. Então rebeca pega a carta e lê. “Olá minha querida Rebeca, não quero que fique triste com o que eu fiz, mas fiz isso porque sou muito infeliz, tenho uma fortuna tão grande que herdei de meu pai... Mas o que é mais importante eu não tenho: uma família. Lembro-me como se fosse hoje do Bryan correndo na minha sala. Uma criança feliz. Não tenho mais motivos para viver, deixo tudo o que eu tenho para você e sua família, por isso escrevi esta carta, para dizer que no meu testamento deixei tudo para vocês. Vocês merecem tudo o que eu tenho para dar, meus carros, casas, sítios... Pelas alegrias que tive com vocês. Gostaria muito de ser enterrada com aquela roupa que você dizia que eu ficava linda. Considero-te como a filha que eu não tive. Fique com Deus e desfrute da vida por mim. Beijos Maria Josefa”.

Ao terminar de ler a carta, Rebeca fica muito abalada, descobre que aquilo não foi uma coisa natural e sim provocada por Dona Josefa. Aquela Senhora vivia numa solidão interna e não se abria para contar nada.

Rebeca sempre sonhou com uma vida melhor para sua família, mas nunca imaginou que fosse ser dessa maneira que ela ia mudar de vida. Às vezes ela se sente um pouco mal com essa coisa de ficar com o dinheiro de uma pessoa que morreu, mas de outro lado ela se sente orgulhosa de si mesma por ser tão amada por aquela pessoa humilde, que não esbanjava riqueza.

Hoje, a vida de Bryan mudou bastante, não só a dele como a de seus pais também, depois da morte de Dona Josefa eles foram morar no apartamento da Barra da Tijuca. Bryan está namorando e seus pais estão muito felizes e conformados com tudo o que aconteceu e com esse furacão que passou na vida deles, sabem muito mais do que antes o valor que tem uma pessoa, não importa se ela é a empregada da casa, ou a vizinha, ou sei lá quem. O que importa é que se você tem um afeto por uma pessoa ela vale muito mais que ouro.



P.S. Esse texto foi uma inspiração muito surpreendente, onde eu pude contar um sonho de uma família se realizando. Tudo bem que não foi lá da maneira que eles queriam, mas aconteceu, eles superaram o trauma e agora usufruem de uma aconchegante vida...

E vale lembrar que esse texto também está concorrendo no projeto Rio Biografias, postarei o resultado aqui no blog no dia 15/10/08, com um texto especial!

sábado, 6 de setembro de 2008

O Amor Que Não Acabou...


O jovem Daniel estudava em uma escola desde o seu primário, tem 16 anos agora e está cursando a 8ª série do ensino fundamental. Daniel era uma pessoa muito popular na sua escola situada em Copacabana, por sua inteligência, mas essa popularidade nem sempre era saudável, Daniel percebia que alguns de seus colegas gostavam de se aproveitar dele, viviam pedindo as respostas dos trabalhos, e nunca falou para ninguém que não gostava, mas um dia ele resolve desabafar com o seu melhor amigo:

-Poxa Jefferson, não agüento mais essa coisa de ficar dando “colas” para essas pessoas que se dizem meus amigos, mas na verdade não são. _Disse Daniel.

-Mas cara, eu já escutei algumas dessas pessoas dizerem que você é um “troxa”, eu como seu amigo te aconselho a se afastar deles de alguma forma.

-Mas como? Você sabe que eu não sei ser tão direto como você está querendo que eu seja.

-Aí é que está o seu defeito, se você tivesse uma namorada não estava dando tanta atenção assim para essas pessoas.

-Mas ninguém aqui nessa escola me vê com outros olhos... Eu quero muito viver um romance.

-As nossas férias estão chegando, concerteza você vai encontrar alguém que te preencha cara, afinal você merece muito alguém que te dê valor de verdade.
As férias chegam, Daniel tenta curtir sem pensar muito no que Jefferson falou, ele queria não queria ficar a procura de uma namorada. As férias são curtas, são de meado de ano, ele acaba voltando para escola sem a tão sonhada namorada.Ao voltar às aulas Daniel percebe que entrou uma pessoa muito especial em sua sala.

Ana, morava em Campos Elíseos recém moradora do bairro de Copacabana e agora estuda no mesmo colégio que Daniel
Ela também era uma menina muito inteligente e não gostava muito dessa coisa de dar “colas” em provas e nem trabalhos, ela tinha como teoria o... “cada um no seu quadrado” e detestava quando alguém ficava encima para pegar as respostas. Ana ainda estava no começo, ninguém fazia com ela o que fazia com Daniel, e ele descobrindo que Ana agia igual em sua escola anterior, propõe uma coisa a ela: que o ajude a melhorar a sua turma com um projeto inventado por ele e Jefferson e ela topa, pois ela não ia querer ficar em uma turma onde as pessoas ficam dependentes das outras e não se esforçam para conseguir nada sozinhos. Nesse projeto eles quem davam as idéias e acabava dando certo sempre, as aulas se tornaram mais interativas e os alunos aos poucos se tornando mais interessados. Essa atitude torna a turma 801 a mais interessada e com mais rendimentos nas aulas.

-Cara, você e a Ana se dão tão bem e eu acho que ela está gostando de você, pois estava ouvindo-a conversar com algumas meninas lá da sala que você é simpático, inteligente... Estava fazendo muitos elogios da sua pessoa com um entusiasmo que só vendo...

-Eu vou te falar uma coisa, ela também é muito simpática e inteligente e eu gosto muito dela, nesses três meses que estamos convivendo juntos posso dizer que ela se tornou minha grande amiga além de você, e eu acho que se eu for falar alguma coisa com ela sobre namoro ou “ficar”, posso perder a amizade dela.

-Mas você não pode perder a oportunidade de ter um grande romance com uma menina simpática como ela.

-Ok Jefferson, vou me encorajar a falar com ela.

Depois de um tempo, Daniel resolve falar com Ana que na hora fica sem resposta.

- Ana. Você nesse tempo em que está conosco aqui na escola fez muitas coisas boas, essas coisas mexeram muito comigo, gosto muito de você e eu não sei se a recíproca é verdadeira, mas mesmo assim resolvi tentar dizer o que eu sinto por ti.
Neste momento Daniel é interrompido por Ana.

-Não fale mais nada! Eu estava percebendo que você estava gostando de mim sim, só não te contei porque por que eu não queria me expor dessa maneira, também quero te falar algumas coisas, você é um cara bastante simpático, inteligente, estava comentando com algumas meninas lá da sala sobre você, disse que eu te tenho como o meu melhor amigo e que eu achava que se alguma coisa entre nós mudasse ia ser muito ruim e elas me disseram que quando alguma coisa vai mudar para melhor nunca fica ruim. E é por isso que eu acho que se eu gosto de você e você de mim, não há nada que impeça de acontecer.

Os dois começam a namorar e durou bastante, só não durou mais do que um ano. Daniel estava começando a trabalhar, coisa que ele queria muito, mas para trabalhar ele teria que mudar de cidade já que o emprego que ele conseguira era longe, para ser mais exato o emprego dele é de adolescente aprendiz na Caixa em Duque de Caxias e ficaria muito difícil ir e voltar todos os dias de Caxias para Copacabana e estudar à noite, então ele preferiu ficar morando com a avó em e estudar por lá e dar um tempo no namoro.

-Amor, não estou terminando contigo por nada pessoal, a minha família precisa da minha ajuda que só poderei dar depois que começar a trabalhar, e para isso teremos que dar um tempo no nosso namoro. Amo-te, nunca esquecerei você.

-Eu não vou dizer para não ir, vou aguardar você.Tem mais é que ajudar a sua família mesmo.

E Daniel foi no final de semana seguinte para a casa de sua avó, ainda estavam em Setembro, ou seja, Daniel estudou 2 meses e pouco na escola de Caxias antes de acabar o ano letivo. Sempre mantinha contato com Jefferson para saber como estavam as coisas por lá, sempre dizia que ainda gostava de Ana e que nunca iría esquecê-la. Mas em uma conversa com Jefferson, Daniel descobre uma coisa que não te agrada nem um pouco.

-Jefferson?

-E aí meu irmão como você está?

-Estou muito bem, mas e aí, como está a Ana?

-Irmão... Já que perguntou eu vou falar, ontem teve uma festa na casa da Vivi, aquela menina que andava no grupinho pedindo cola...

-Ah, sim me lembro.

-Então, a Ana ficou com três garotos lá.

-Não acredito que ela fez isso comigo, ela disse que ia esperar eu voltar, que eu tinha que ajudar a... –Diz com voz de choro.

-Cara, me desculpa, você sabe que eu detesto mentiras, não guardo nada, por pior que seja.

-Ok, agradeço por me alertar. Queria muito que ela cumprisse o que falou.

Daniel fica muito triste com a notícia. Seu trabalho tinha um contrato de um ano, Daniel volta para casa. Agora no 2º ano Daniel está mais maduro. Depois de um tempo resolve desabafar com seu amigo.

Daniel não é bem sucedido nas suas tentativas de voltar com Ana e acaba desistindo. Mas Ana ainda o ama também e depois de passar um tempo, perto do natal e do aniversário de 17 anos dos dois ela pede para voltar com ele.

Ele poderia dar como resposta um não, assim como ela deu duas vezes para ele, mas o amor de Daniel falou muito mais alto, quem sabe até gritou. Daniel aceitou voltar para Ana.


NÃO SOMOS DONOS DE NOSSOS CORAÇÕES, ELES AGEM DE FORMA ESPONTÂNEA.

P.S.: Esse texto está concorrendo no concurso do projeto Rio Biografias Fundado pelo Autoria e pela Oi Futuro.